terça-feira, 31 de março de 2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
TESTE DE MÚLTIPLA ESCOLHA – PARTE 2 – O QUE ACONTECEU COM A INTERNET DO ZÉGUA?
SEU
ZÉGUA, POR ONDE VOCÊ ANDAVA, RAPAZ?
Faz
um bom tempo que o nosso herói não dava as caras por aqui. Não que seus
problemas tenham acabado. Talvez até aumentaram. Mas, para matar a saudade dos
seus inúmeros fãs (um pessoal que gosta de sorrir com a desgraça dos outros),
Zégua está de volta, com uma aventura quentinha, saiu do forno hoje, agora há
pouco.
A internet é uma ferramenta
essencial para o pleno funcionamento do Bolsa Família. Por mais lenta que seja,
sem ela é impossível a realização de certas ações (cadastramento, desbloqueios
de cartões, atualizações, etc.). Recentemente, em seu departamento, nosso amigo
Zégua não conseguiu acessar a internet. Mas qual a novidade? Poderia ser um
caso normal (ela desaparece de vez em quando. Talvez pra tomar um cafezinho,
pra passar dois dias numa farra, para curtir a vida, qualquer coisa.). Mas a
verdadeira razão do sumiço da internet desta semana merece uma pequena enquete.
O que você acha? Por que o nosso herói não conseguiu acessar a internet no dia
25 de março de 2015?
a)
Deu problema no servidor;
b)
Queimou alguma peça importante no aparelho que transmite o sinal (tá chovendo
muito por aqui esses dias);
c)
A Prefeitura deixou de pagar os serviços;
d)
Houve uma violenta tempestade na região, um raio caiu e atingiu a antena que
transmitia o sinal da net;
e)
Usuários revoltados, porque seus cartões foram bloqueados, derrubaram a antena;
f)
Um mágico passou pela cidade e fez a antena desaparecer;
g)
Uma senhora (que tem duas aposentadorias e é dona de um comércio) ficou
extremamente irritada porque seu beneficio foi cancelado (justa causa), aí deu
um chute no computador do Zégua.
E aí? Bem, a resposta não
está em nenhuma dessas alternativas, apesar de parecer com uma delas. Qual?
Vejamos como tudo aconteceu.
25 de março de 2015. Uma
manhã chuvosa. Chuva mansa, sem trovões ou raios. O prédio, onde no passado já
funcionou a Secretaria de Assistência Social (e, logicamente, o Departamento do
Bolsa Família), passou por uma breve reforma durante uma semana. Ele esteve
ocupado nos últimos dois anos com a Secretaria da Mulher. Agora, o pessoal da Secretaria
da Mulher fez uma permuta com o pessoal da Assistência Social.
Em resumo, nesta semana, com
o retorno do pessoal da Assistência Social, tivemos que mudar alguns móveis de
lugar, fazer novas instalações para os computadores, etc. Então, o técnico responsável
pela área da Internet começou o seu serviço. Ligou uma tomada aqui, outra ali.
Conectou os cabos nos lugares certos. Aí tentou acessar a internet. Nada.
Tentou novamente. Nadinha.
Trocou os cabos. Nada. Onde está
o problema?
Trocou a tal de Switch (a
maquininha que conecta os computadores com a internet) por uma novinha, virgem.
Nada.
Então, nosso herói Zégua
sugeriu ao técnico que talvez a internet estivesse fora do ar mesmo, pois era
um dia chuvoso, etc. Mas o técnico achava que não, pois há poucas horas havia
acessado a net normalmente, em um outro local.
Aí continuou quebrando a
cabeça.
Começamos a suspeitar que o
computador do nosso herói fosse o responsável. Ou o irresponsável, no caso. Mas
como provar?
Cerca de meia hora depois
(após tentar toda espécie de estratégia), nosso técnico teve uma ideia. Como
esse período de chuva traz muito vento, às vezes, quem sabe, a antena que capta
o sinal da internet, pode ter entortado um pouco, saído do lugar, etc. Pois é!
Como não pensamos nisso antes? Aí ele saiu lá fora, para recolocar a antena no
lugar.
(CORTA-SE A CENA AQUI E VAMOS PARA OUTRO
QUADRO, MEIA HORA MAIS TARDE).
- Bom dia! Eu gostaria de
saber se aquele problema no meu cartão foi resolvido.
- Bom dia, senhora! Seja bem
vinda. Sente-se, fique à vontade. Então a senhora quer saber se temos novidades
sobre o seu caso?
A senhora sentou-se e Zégua,
com a cara mais limpa do mundo, disse:
- No momento não posso
acessar o sistema pra saber como está o seu caso. A senhora faz alguma ideia por
que eu não posso acessar a internet agora?
- Ah, a internet está fora
do ar?
- Alternativa “a” está
errada – Zégua respondeu, sorrindo - Não, senhora. A internet está normal.
- O computador está com
problemas?
- Alternativa “b” está
errada. Não. O nosso computador ainda está dando pros gastos.
- Ah, sei lá. A Prefeitura
não pagou as contas e cortaram a internet de vocês?
- Não. Até onde sei, não
chegaram a esse ponto ainda.
- Ah, desisto. Não sei.
Então, o nosso herói
convidou a senhora para irem até lá fora. Levou-a fora do prédio, apontou para
cima e perguntou:
- A senhora está vendo nossa
antena aí?
- Vixe! Cadê ela?
- Simplesmente parece que
foi roubada.
- Oxente! Que história é
essa?
(VOLTA-SE PARA A CENA
ORIGINAL, MEIA HORA ANTES).
- Zégua, vem aqui fora ver uma
coisa! – Gritou o técnico.
- Qual a novidade? –
Perguntou Zégua.
O técnico apontou para o
local vazio.
- Cortaram o cabo e roubaram
a antena.
E agora, seu Zégua?
*******
Mais tarde o nosso herói foi
até a Delegacia mais próxima registrar o Boletim de Ocorrências.
* Em 2009 houve um caso
parecido. Clique no link abaixo para relembrar. Se você já o leu, bem... vale a
pena sorrir de novo (da desgraça alheia).
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
SEIS VERDADES IMORAIS SOBRE O BOLSA FAMÍLIA
Obs.: O texto seguinte
foi escrito em 2013, logo após o escandaloso boato do “fim do Bolsa Família”
(final de maio de 2013). Escrevi o texto especialmente para o blog de um amigo
(sobre o Bolsa Família). Como o blog dele não existe mais e como o assunto é
bem atual resolvi publicar no Blog do Zégua para o conhecimento dos leitores
mais recentes.
Verdades que vieram à tona nos
recentes acontecimentos envolvendo o Programa Bolsa Família.
1 – O BOLSA FAMÍLIA É
SAGRADO, INTOCÁVEL, E AI DE QUEM FOR CONTRA ELE
Muitas pessoas, inclusive eu, sempre
suspeitaram disso. O Programa Bolsa Família (PBF para os íntimos) veio para
ficar... para sempre! A idéia inicial até que era boa, mas sem um projeto para
os beneficiários (tipo uma capacitação profissional, uma porta para a inserção
num emprego digno, etc.), o PBF tornou-se apenas um mero sustento para os menos
favorecidos e, o que é pior, uma fórmula perfeita para a compra de votos.
O beneficio deveria vir com um prazo
de validade. Ou seja, a pessoa iria receber o beneficio por um certo tempo até
ser inserida num serviço onde pudesse se manter por conta própria, pelos seus
próprios esforços. Mas quem se mantém pelo próprio suor pode ficar
independente. E se ficar independente pode até raciocinar e refletir antes de
escolher seu candidato nas próximas eleições. E se aprender a refletir, corre o
risco de votar em quem quiser. E isso certos políticos corruptos não querem
jamais.
Então se o PBF fica como está, a
pessoa torna-se dependente dele como um viciado depende de uma droga, e isso de
tal forma, que o maior medo dessas pessoas é votar em alguém que seja contra o
tal programa. Aí chegamos a um grave problema:
2 – É FÁCIL FAZER UM
CANDIDATO PERDER UMA ELEIÇÃO – É SÓ ELE SER DOIDO SUFICIENTE PARA DECLARAR QUE
É CONTRA O BOLSA FAMÍLIA
Se o PBF é sagrado e intocável, a
dedução é simples: ganha a eleição quem for a favor dele e perde de goleada
quem for contra. Isso ficou mais do que claro nos acontecimentos desse final de
semana (18 e 19 de maio de 2014). Mas como a maioria dos candidatos são “raposas
velhas”, é claro que nenhum deles é idiota para declarar que é contra o PBF.
Porém, o que ficou evidenciado recentemente é pior do que se imagina. O
candidato pode até declarar que é a FAVOR do PBF, pode até prometer ampliar e
melhorar o tal programa, mas o inimigo tem uma arma secreta infalível...
3 – UM SIMPLES BOATO
BEM ELABORADO DURANTE UMA CAMPANHA ELEITORAL TEM POTENCIAL SUFICIENTE PARA
DETONAR A ELEIÇÃO DE QUALQUER UM
Um político pode até jurar, sobre uma
montanha de Bíblias, que é a favor do Bolsa Família, mas bastará um simples
boato bem articulado (tipo: que o tal candidato, se eleito, vai acabar com o
Bolsa Família), e sua candidatura será detonada da pior forma possível. Isso
foi provado recentemente. O povão ignorante, analfabeto, escravo do sistema,
não tem capacidade (e liberdade) para raciocinar, fazer juízos, distinguir o
certo do errado, discernir a verdade da mentira, e por isso, acredita, sem
pestanejar, naquilo que mexer com seus interesses (e especialmente com os seus
bolsos).
Nas eleições passadas essa tática foi
usada e abusada pelos políticos. Uma notícia se espalhou a respeito de um certo
candidato, dizendo que ele era contra o Bolsa Família. Não adiantou ele tentar
argumentar, a arapuca foi bem feita.
4 – O DEMÔNIO INVOCADO
NÃO PODERÁ MAIS SER MANDADO DE VOLTA AO INFERNO
O famoso poeta alemão Goethe, em seu
poema “Aprendiz de feiticeiro”, diz uma frase perturbadora: “Não consigo me livrar dos espíritos que
invoquei”. A situação expressa o seguinte: um feiticeiro invoca um espírito
do abismo e depois tem a maior dor de cabeça ao tentar se livrar do tal
demônio.
Você pode até achar a comparação
estranha, mas o sentido é o mesmo. O PBF é como um monstro que o governo criou
e agora não consegue mais se livrar dele, mesmo que queira. Se o governo
pretendia que o PBF fosse uma ajuda temporária, as pessoas se “viciaram” nessa
“ajuda” e agora não conseguem mais viver sem ela. Mesmo que haja relatos de
pessoas que melhoraram de vida e resolveram sair do programa para ceder o lugar
aos menos favorecidos, a verdade é que a grande maioria não quer largar o osso
de jeito nenhum. Somos testemunhas diariamente (nós, técnicos, coordenadores e
entrevistadores que trabalham com o programa) de casos em que as pessoas, mesmo
com uma renda razoável, até brigam para não sair do programa.
5 – PARA MUITOS
BRASILEIROS, O BOLSA FAMÍLIA É UMA NOVA FORMA DE DIVIDIR MORALMENTE A
HUMANIDADE
Nas eleições municipais passadas
vimos muito disso. As pessoas dividiam-se em dois grupos: O grupo da situação
era o GRUPO DO BEM, e o da oposição, o GRUPO DO MAL. Qualquer acontecimento
negativo envolvendo alguém da oposição era proclamado aos quatro ventos com
satisfação: “Tão vendo o que eles fazem? Do lado deles só tem esse tipo de
gente, gente do mal.” Muitos políticos, ao subir nos palanques, exclamavam:
“Deus está do nosso lado”. Ou seja: Deus está com a gente e o diabo está com
eles (os opositores). De vez em quando ouvimos isso na televisão, na política
nacional. É claro que os políticos de Brasília costumam usar metáforas ou
palavras mais inteligentes (ou obscuras), mas o sentido é o mesmo. A situação é
o partido da verdade, e a oposição é o partido da mentira. Atualmente no Brasil
se você quer fazer inimigos é só dizer que é contra o casamento gay ou contra o
Bolsa Família.
6 – QUALQUER QUE SEJA O
PROBLEMA COM O BOLSA FAMÍLIA A CULPA É SEMPRE DOS OUTROS
Quem trabalha com o Programa sabe:
Sempre que o beneficio de alguém é bloqueado ou cancelado, o serviço 0800 tem a
resposta na ponta da língua: “O PROBLEMA É NO DEPARTAMENTO DO BOLSA FAMÍLIA DO
SEU MUNICIPIO”. Alguns até ousam declarar: “MINHA SENHORA, AQUI NO NOSSO
SISTEMA, NÃO TEM NADA ERRADO COM O SEU BENEFICIO. ALGUMA COISA TÁ ERRADA É NA
PREFEITURA DO SEU MUNICIPIO”. Nesses últimos anos, aliás, desde o inicio do Programa,
sempre que ocorreram problemas oriundos do próprio sistema, a CAIXA raramente
se manifestou publicamente. Eu disse “raramente”, mas não lembro de nenhum caso
em que se manifestaram. Quando não joga a culpa nos operadores municipais, o
pessoal da CAIXA geralmente se cala, se esconde, se omite, mas não assume
publicamente o erro.
Agora não foi diferente. E tiveram
até ajuda extra. Uma ministra do atual governo se apressou em culpar a
oposição. Pra quem não conhece, veja o que ela declarou no twitter: “Boatos sobre fim do bolsa família deve ser
da central de notícias da oposição. Revela posição ou desejo de quem nunca
valorizou a política.” A Polícia Federal foi acionada para descobrir o “criminoso” e “desumano” (palavras da presidenta) autor do terrível boato. Os
operadores municipais do programa que coloquem suas barbas de molho.
BOLSA FAMILIA, O
ESTOPIM DO ARMAGEDOM BRASILEIRO
Armagedom é uma palavra bíblica
bastante conhecida nos círculos militares, pois é o nome do local geográfico,
onde, segundo a Bíblia (precisamente Apocalipse, capítulo 16), acontecerá uma
guerra mundial, pouco antes da Segunda Vinda de Cristo. Bem, o termo
“Armagedom” virou sinônimo de catástrofes, fim do mundo ou coisa parecida. Por
isso, a comparação com o PBF. É só imaginar a cena. Se um simples boato
provocou tanta histeria (e violência, pois há vários relatos de caixas
eletrônicos violados), pense no que poderia acontecer se o governo decretasse,
de verdade, o fim do Bolsa Família.
Pensemos em algo ainda pior. Se o
programa acabasse de repente e o governo culpasse o pessoal que trabalha nos
municípios. Meus amigos, é assustador pensar nisso. Só quem trabalha com o
programa (nos municípios) sabe: estar diante de alguém cujo cartão foi
cancelado é como estar diante de uma fera ferida. Especialmente depois que esse
alguém ligou para o 0800 e recebeu a “revelação” de que toda a culpa é dos
caras que trabalham nas prefeituras.
Alguma coisa tem que ser mudada. E
urgentemente. Do contrário, as próximas notícias sobre o Bolsa Família vão
aparecer somente nas páginas policiais. Ou nos avisos fúnebres.
“Por
falta de conhecimento, o povo se lasca.” (Oséias 4.6, versão na linguagem
nordestina)
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
ZÉGUA E AS DUAS CARAS DO BOLSA FAMÍLIA – DOCUMENTÁRIO
Existem muitas mentiras sobre o
Bolsa Família. A ignorância sobre este programa federal pode ser grande entre a
maior parte da população, mas é terrivelmente colossal entre a chamada elite
social (políticos, funcionários públicos, professores, imprensa, etc.).
O pouco que essa “elite” conhece
sobre o Bolsa Família é o que lê no site do governo (quando lê!) ou aquilo que
passa na televisão. Mas geralmente o palco só mostra ficção (e algumas
partículas da verdade para fantasiar um pouco as coisas). A verdade está é nos
bastidores. E os bastidores do Bolsa Família ficam nos departamentos espalhados
nas prefeituras desse Brasilzão.
Nosso herói Zégua conhece bem os
bastidores porque sente na própria pele quase todos os dias, desde que o cordão
umbilical do Bolsa Família foi cortado.
E, com base nas experiências
pessoais de Zégua, juntamente com um pouco do seu conhecimento técnico sobre o
assunto, elaborei um documentário que mostra, em resumo, a essência do Bolsa
Família. Você terá uma visão geral sobre o tema (o suficiente para não passar
vergonha) e conhecerá os dois lados (o palco e os bastidores, juntamente com os
principais atores).
Depois que conhecer todo o
documentário você poderá dizer (ou achar) o que quiser, mas garanto que é
impossível contestar a verdade.
O documentário encontra-se em
dois formatos: power point (slides) e pdf. Para acessá-lo, clique no link
abaixo:
“Por falta de conhecimento, o povo se destrói” (Oséias 4.6).
“Por falta de conhecimento, o povo se lasca” (versão nordestina).
Moacir R. S. Junior –
morganne777@hotmail.com
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
ZÉGUA E O BOLSA ESTIAGEM – O INIMIGO AGORA É (MAIS) OUTRO
Nas primeiras
semanas de 2014 nosso herói tem sido desafiado por um novo inimigo, um tal de
BOLSA ESTIAGEM. De repente, 80 reais a mais começaram a aparecer nas contas dos
beneficiários do Bolsa Família e a noticia correu mundo afora:
- O BOLSA FAMÍLIA
AUMENTOU! O BOLSA FAMÍLIA AUMENTOU!
Imediatamente o
Departamento do nosso herói começou a ser invadido por vários indivíduos que
queriam saber a mesma coisa:
- POR QUE O MEU
DINHEIRO TAMBÉM NÃO AUMENTOU?
Zégua olhou na Folha
de Pagamento e não detectou nenhum aumento, principalmente no valor de 80
reais.
- MAS MINHA PRIMA
RECEBEU 80 REAIS A MAIS EM SEU CARTÃO! MINHA CUNHADA TAMBÉM RECEBEU! E A IRMÃ
DA PRIMA DO TIO DO MEU PAI! E A SOBRINHA DA MADASTRA DO IRMÃO DO MEU SOGRO
TAMBÉM RECEBEU!
E agora, seu Zégua?
Algum tempo depois e
o nosso herói descobre que, na verdade, os tais 80 reais fazem parte de um tal
de BOLSA ESTIAGEM (o nome correto do tróço é PROGRAMA AUXILIAR EMERGENCIAL
FINANCEIRO).
Descobre também que,
no ano passado, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de sua cidade (juntamente
com alguns setores da Prefeitura) fez o cadastramento de várias famílias que
haviam sido prejudicadas com a estiagem recentemente.
Mas o que é que isso
tinha a ver com o nosso herói?
Dezenas de pessoas
chegaram até o nosso destemido, querendo saber por que não receberam o tal
BOLSA ESTIAGEM – e já haviam passado pelo Sindicato e até pela Caixa. O fato é
que, qualquer que seja o problema, só existe um bode expiatório: PROCUREM O
ZÉGUA, QUE ELE RESOLVE!
Algum tempo depois,
nosso herói resolveu ir até o Sindicato dos Trabalhadores pra tirar essa
história a limpo. E a coisa é mais enrolada do que parece, pois:
- Tem gente que fez
o cadastro e seu nome não veio na lista do pagamento.
- Tem gente que não
fez o cadastro e o dinheiro veio.
- O pai e a mãe se
cadastraram, mas o dinheiro veio no nome de um dos filhos.
- Tem família que o
dinheiro não veio pra ninguém e em outras o dinheiro veio para mais de um membro.
- Uma senhora
recebeu a primeira parcela da Bolsa Estiagem (dizem que serão seis parcelas, de
80 reais, cada) por meio do cartão BOLSA ESCOLA (aquele azulzinho do tempo do
Fernando Henrique, antes de surgir o Bolsa Família);
- O cartãozinho dela
tem mais de dez anos, está cancelado há séculos, e, de repente, volta a
funcionar.
- Mas só funcionou
um mês e agora ela procurou o nosso herói pra que ele dê um jeito.
- Ao pegar o
cartãozinho, Zégua tomou um susto: “A SENHORA TEM CERTEZA DE QUE RECEBEU DINHEIRO
COM ISTO AQUI?”
- Um moço foi até a
Caixa, seu nome tá na lista e tá na folha de pagamento, mas o funcionário
mandou que ele procurasse o nosso herói, porque seu dinheiro precisava ser
DESBLOQUEADO. Como assim?
- O nome de uma
senhora apareceu na lista do Bolsa Estiagem – mas ela faleceu há um ano.
Pois é! O negócio tá
feio para o lado do nosso herói.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
O RETORNO DE ZÉGUA... NA VERDADE, ELE NUNCA FOI PRA LUGAR NENHUM. SÓ ESTAVA SEM TEMPO DE DIZER QUE CONTINUA VIVO
(Clique sobre a imagem para vê-la ampliada).
ALGUMAS NOTINHAS RECENTES, PRA
ALEGRAR A VIDA DE QUEM GOSTA DE SORRIR DA DESGRAÇA ALHEIA
*******
A mulher entra apressada e vai logo
dizendo:
- Todo mundo tá tendo aumento e eu
não! Por quê?
Nosso herói olha para ela e diz com
toda calma do mundo:
- Senhora, eu aposto minha cabeça,
quero cegar da gota serena* se houve aumento do Bolsa Família.
- Oxente! Mas houve sim! Minha
vizinha só tirava 134 reais! Neste mês tirou 300 reais! Minha cunhada tirava 70
reais e neste mês tirou 100 reais. A mulher do meu primo...
- Não, não, minha senhora! A senhora
tá enganada, deixe-me explicar o que realmente aconteceu... (E Zégua tenta
convencer a mulher que o tal do “aumento” foi, na verdade, a inclusão de um
novo beneficio, o popular “Brasil Carinhoso”).
- E por que eu não recebo esse
“Brasil Carinhoso”? Eu tenho quatro filhos, e minha amiga... Blá! Blá! Blá!
Tenta explicar isso pra ela, seu
Zégua!
* Cegar da gota serena – expressão
popular nordestina.
*******
A mulher entra, olha nos olhos do
nosso herói e diz:
- Meu filho, acredita que meu cartão
foi cancelado logo no dia do meu aniversário?
- Pois parabéns pra senhora, dona
Zica!
*******
Agora que descobriram o número do
celular do nosso herói...
- Alô! É o menino que ajeita o Bolsa
Família?
- Alô! Olha, o meu aumento ainda não
caiu...
- Alô! Já chegou a folha deste mês?
- Alô! Ouvi dizer que está tendo
aumento do Bolsa Família. Por que eu não tive também?
- Alô! Eu sou a mulher daquele dia,
lembra?
- Alô! Meu filho, dá um jeito no meu
cartão, por favor.
*******
24 de dezembro (vésperas de Natal),
entre 7 e 8 horas da manhã.
Celular toca. Toca. Toca.
Zégua olha. Número desconhecido. Pensa
em atender, mas lembra que está de recesso natalino e que pode ser algum
beneficiário querendo saber notícias do Bolsa Família. Mas a curiosidade é mais
forte e resolver atender. Então escuta aquela famosa musiquinha, acompanhada da
frase: “CHAMADA A COBRAR. PARA ACEITÁ-LA, CONT...” Ele desliga.
Fica na dúvida. Quem poderia ser?
Seria de algum amigo com problema? Algum parente próximo?
O celular toca novamente. “CHAMADA A
COBRAR. PARA ACEIT...” Desliga!
Uma semana depois (durante o recesso
de fim de ano), o celular do nosso herói toca. Novamente aquele mesmo número. E
a cobrar. Ele desliga. Toca novamente. A cobrar. Ele desliga.
Daqui a pouco toca de novo. Mas é
outro número. E não é a cobrar. Nosso herói atende.
- Alô! É o rapaz do Bolsa Família? É
que eu liguei a cobrar várias vezes pra você e você não atendeu. Aí peguei o
celular de uma amiga...
E ela ainda informou que ligou a
cobrar – será que pensa que o celular do nosso herói é uma espécie de 0800?
*******
- Bom dia, eu quero saber por que é
que não recebi o aumento de 80 reais que todo mundo tá recebendo?
- Não, minha senhora. Não estou
sabendo de nenhum aumento de 80 reais. Onde a senhora viu isso?
Zégua olhou na folha de pagamento e
mostrou pra mulher:
- Olha, aqui não teve nada de 80 reais
a mais pra ninguém neste mês.
- Mas tá todo mundo recebendo. Minha
vizinha, minha amiga, minha cunhada, minha irmã, minha...
- Mas essa história é muito
esquisita – Zégua a interrompe, antes que ela passe o resto do dia citando a
lista de pessoas que, segundo ela, recebeu o tal aumento – aqui na folha não
existe nenhum aumento de 80 reais e só estou ouvindo falar disso agora.
Daqui a pouco outras pessoas entram
no departamento com a mesma história.
- Ei, moço, por que eu não tenho o
direito de receber também esse aumento de 80 reais?
“Que troço é esse?”
Somente alguns dias depois, a coisa
começa a se esclarecer quando uma senhora entra e pergunta:
- Eu quero saber por que é que não
recebi meu BOLSA ESTIAGEM, pois eu também fiz o meu cadastro no Sindicato e...
- BOLSA ESTIAGEM? – Pergunta Zégua,
admirado – que bolsa é essa?
- E o senhor não tá sabendo não? Num
dia desses a gente fez um cadastro no Sindicato [dos Trabalhadores Rurais] pra
receber o Bolsa Estiagem, um valor de 80 reais, durante 6 meses.
Então nosso herói faz uma pequena
investigação e descobre mais detalhes dessa tal Bolsa Estiagem cujo nome
oficial é PROGRAMA AUXILIAR EMERGENCIAL FINANCEIRO.
Mas a “molecagem” é que, pessoas que
não recebem mais o Bolsa Família há muitos anos (o cartão foi cancelado por
motivos legais, tais como aposentadoria, etc.) estão procurando o nosso herói,
por que disseram pra elas que o Bolsa Estiagem vem é por meio do cartão do
Bolsa Família.
E agora querem que Zégua descancelem
cartões que “morreram” há dez anos.
Pois é. 2014 promete!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
AS PRESEPADAS DO “BRASIL CARINHOSO”
Dona Dulce e Dona Zita têm três
filhos, cada uma. Todos são menores de idade. Portanto, todos têm direito ao
Bolsa Escola. Cada criança “vale” 32 reais. Logicamente, Dona Dulce e Dona Zita
recebem 96 reais (3 x 32). Além disso, existe ainda o Bolsa Família (70 reais).
Total geral: Cada uma das distintas senhoras recebe (todos os meses) 166 reais.
Mas o governo federal criou um novo
programa para erradicação da extrema pobreza, popularmente conhecido como
“Brasil Carinhoso”. Diferentemente dos outros, os valores desse novo programa
variam de família para família. Alguém pode receber 300 reais, enquanto outro
pode receber 2 (Isso mesmo! Dois reais!). Isso depende da estrutura financeira
de cada família. Aí o programa faz uns cálculos complicados e decide quanto
cada família deve receber (mais detalhes, veja no site oficial do governo: http://www.mds.gov.br/).
É claro que essa “matemática
carinhosa” tem gerado estressantes situações para os usuários do Bolsa Família, e,
principalmente, para cima da cabeça dos nossos heróis “zéguas”. Veja a seguir
alguns casos (Acredite! São inspirados em situações reais).
CLIQUE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
AH, O AMOR (ao Bolsa Família) É LINDO!
Clique sobre a imagem para ampliá-la.
O quadrinho acima
foi inspirado numa história real, resumida abaixo:
AH, O AMOR (ao Bolsa Família) É LINDO.
Recentemente, nosso
herói Zégua teve a seguinte conversa com uma senhora preocupada:
- Quero que tire o
nome do meu marido do meu cadastro!
- Não posso,
senhora. Quem mora com você tem que estar no cadastro, mesmo que não seja
parente.
- Mas ele tem
carteira assinada, e eu tenho medo de perder o Bolsa Família.
- Bem, uma hora
dessas seu benefício será bloqueado. Mas, até lá, durma tranqüila e aproveite a
vida. Esqueça essa história de tirar o nome do seu marido do seu cadastro.
- Tudo bem. Mas
fique sabendo de uma coisa: se o meu beneficio tiver qualquer problema, EU ME
SEPARO DO MEU MARIDO.
O amor (ao Bolsa
Família) não é lindo?
*******
MAIS PÉROLAS DO BOLSA FAMÍLIA 2013 ...
VAI TER AZAR ASSIM NA...
- Bom dia. Eu quero
saber por que não tirei meu dinheiro este mês!
- Vou dar uma olhada
aqui, senhora. Ah, é porque seu cadastro tá desatualizado. Pronto! Tá tudo
atualizado. Vamos aguardar o próximo mês.
No mês seguinte.
- Ei, o meu dinheiro
não saiu não.
- Deixe eu dar uma
olhada. Ah, é que o NIS foi trocado por outro. Agora seu NIS é este aqui. Pode
ir na Casa lotérica tirar seu dinheiro.
No outro dia.
- Ainda não consegui
tirar meu dinheiro. Já tô ficando cansada de ser enrolada.
- Calma, deixe eu
ver aqui. “VIA DO CARTÃO NÃO CONFERE”. Ah, é que deve ter chegado outro cartão
pra senhora. Vá até a agência dos Correios.
Meia hora depois.
- Você tá zombando
da minha cara? O rapaz do Correio disse que não me entrega o cartão porque meu
nome tá errado. Tá como solteira e eu já casei faz tempo. Por que vocês não
fazem o serviço direito?
No caso, o sistema
não atribuiu um NIS novo, mas restaurou o antigo, anulando o recente.
Nosso herói acessa o
sistema e quase desmaia diante da ingrata surpresa: TODAS AS PESSOAS DO
CADASTRO DA SENHORA FORAM EXCLUÍDOS!
Ou seja, ela não
estava mais cadastrada. E agora? Como dizer para ela que teríamos que começar
do zero? Que ela iria ficar muito tempo sem retirar o seu beneficio?
*******
UM
BRASIL CARINHOSO... CARO E MUITO MANHOSO!
Duas senhoras vão
juntas – à Casa Lotérica - receber o beneficio do Bolsa Família.
Duas surpresas.
- Oba! O meu
dinheiro aumentou! O meu dinheiro aumentou! Vou receber cem reais a mais!
Alguns minutos
depois, a outra senhora exclama:
- Que
*&%$#¨& é essa?!!! Por que meu dinheiro diminuiu? E esses fi de uma
égua diminuíram cem reais do meu dinheiro!!!
Esse é um clássico
exemplo do ditado: CAVAR UM BURACO A FIM DE TAPAR OUTRO.
E, adivinhem quem é
que ela acha que são esses “fi de uma égua”? Ela acabou de entrar na sala do
Departamento do Bolsa Família. Parece possessa, está respirando com
dificuldades. Olha para o nosso herói, morde os “beiços” e se prepara para
descarregar a raiva. Zégua não pode correr. Sua sala só tem uma porta e a
janela está bloqueada.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
FICA RICO... FICA POBRE... E A AGONIA CONTINUA
CLIQUE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS.
Após
a grande confusão gerada pelo falso boato sobre o fim do Bolsa Família (em meados
de Maio de 2013), a Caixa pisou na bola novamente no final de maio. Os fatos,
fartamente apresentados na imprensa, demonstraram que erros no sistema do Bolsa
Família (administrados pela Caixa) geraram o falso boato que quase provocou o
Armagedom no Brasil.
No
final de maio, precisamente no dia 27, a Caixa concedeu o benefício de milhares
de famílias que aguardavam há um bom tempo. Foi uma boa surpresa quando os
digitadores/entrevistadores e técnicos que trabalham com o Bolsa Família nos municípios,
descobriram, pelo sistema, que muitos benefícios foram concedidos.
Mas
estava bom demais para ser verdade. No dia 07 de junho de 2013, a ingrata
surpresa: Todos os novos benefícios concedidos foram cancelados. A justificativa
da Caixa (registrada no SIBEC, o tal sistema responsável pelos benefícios) se resumiu
em duas palavras: GERAÇÃO INDEVIDA.
Aí
todo mundo ficou sem entender nada. Então chegou a folha de pagamento de julho.
Nova surpresa: parte do pessoal cancelado no dia 07 de junho foi novamente
LIBERADA. Seria verdade ou um novo erro? Com o passar do tempo a noticia foi se
espalhando. Muitas pessoas procuraram os departamentos nas prefeituras para
saber se seu beneficio havia chegado.
E
chegaram. Mas não todos. Agora estamos em meados de julho, aguardando, em
suspense, as surpresas da próxima folha de pagamento (normalmente disponível
entre os dias 5 e 10 de cada mês). Será que os outros concedidos-cancelados
serão concedidos novamente?
O
que responder para a senhora que fez o cadastro no mesmo dia que a amiga, há
dois anos, e agora o da amiga veio e o dela não?
Ah,
outra surpresa: normalmente a folha de pagamento de cada mês é disponibilizada
entre os dias 05 e 10 de cada mês. Às vezes até depois do dia 10. Mas no dia
1.º de julho de 2013, a folha de julho já estava disponível. Uma coisa rara,
não digo inédita (até onde sei).
Bem,
e quanto à situação dos benefícios CONCEDIDOS-CANCELADOS-E-NÃO-CONCEDIDOS-NOVAMENTE,
as situações expressas nos dois quadrinhos acima devem estar se repetindo em
várias partes deste Brasilzão.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
AS DUAS CARAS DO BOLSA FAMÍLIA – Verdades e mentiras sobre esse polêmico programa social
No inicio
deste ano (2013) participei de uma reunião com os Agentes Comunitários de Saúde
do meu município. Há algum tempo que eu desejava que essa reunião acontecesse.
E por quê? Porque a falta de informação sobre o programa Bolsa Família é
péssima também entre esses profissionais. Como eles também possuem uma conexão
com o Bolsa Família, pois são responsáveis pelas condicionalidades de saúde dos
usuários do PBF, precisam conhecer bem os dois lados deste polêmico programa
social.
Desde algum
tempo eu havia percebido que, entre o pessoal que malhava o nosso herói Zégua,
encontravam-se também muitos Agentes de Saúde. Alguns ainda tinham a dignidade
de procurar o nosso herói para se informar melhor sobre o programa. Mas a
maioria tinha a mesma mentalidade de Dona Prissiga e suas dignas irmãs: ACHAVAM
QUE TODOS OS PROBLEMAS DO BOLSA FAMÍLIA ERA CULPA EXCLUSIVA DO INCOMPETENTE DO
ZÉGUA.
Pedi para a
Secretaria de Assistência Social organizar a reunião, convidar os Agentes e
deixar o resto por minha conta. Preparei um documento (em slides Power-point )
intitulado “AS DUAS CARAS DO BOLSA FAMÍLIA” e entrei na cova dos leões.
Antes de
começar a reunião, muitos estavam um pouco exaltados e querendo saber por que
certas pessoas tinham direito e outras não; por que alguns recebiam mais do que
os outros; por que eu estava bloqueando os cartões de gente que não tinha nem
onde cair morto; por que o Bolsa Família tinha tanto problemas, etc. O tom
acusatório era claro: O vilão da história era eu.
Calmamente, pedi
para que eles aguardassem a palestra primeiro e depois poderiam perguntar ou
dizer o que quisessem. Então mostrei os bastidores do PBF. Expliquei que a
coisa não era tão bonitinha como se via na televisão. Pouco a pouco as
expressões dos participantes foram mudando. Do estado inicial de revolta,
indignação e tom acusatório, os semblantes foram adquirindo as cores da
surpresa, espanto e incredulidade (no sentido de: “não acredito no que estou
ouvindo e vendo”).
Expliquei,
esclareci, respondi algumas perguntas e choquei a platéia ao mostrar alguns
quadrinhos de humor e crítica, com os tradicionais personagens que fazem parte
do drama do Bolsa Família: Nosso herói Zégua, as irmãs Dona Prissiga, Dona
Strupícia e Dona Infernilda, Zeguinha e suas críticas ácidas ao PBF, o vereador
Toim Sakana, símbolo de alguns políticos (especialmente municipais) que tentam
se aproveitar e usam o PBF com propósitos eleitoreiros, etc.
Alguém ficou
ofendido pelos nomes dados às irmãs que simbolizam os usuários que não tem
direito ao PBF, mas perseguem e caluniam o nosso herói todos os dias. Expliquei
que o BLOG DO ZÉGUA (onde conto minhas aventuras ou desventuras com o
PBF) existe como uma espécie de terapia, pois eu não agüentava mais ser xingado
e acusado de coisas das quais não tinha nada a ver. Eu disse que perdi a conta
das acusações que já recebi por causa do PBF. Então, como um bom nordestino,
resolvi rir das próprias desgraças.
Quando a
palestra acabou, o clima era muito diferente do inicio. Por mais que eu insistisse,
pouquíssimas pessoas queriam perguntar alguma coisa. Na verdade, as pessoas
que, antes da palestra, pareciam querer me esfolar, com falas e olhar
acusatórios, não abriram a boca para mais nada no final da palestra. O que foi
mostrado era muito claro, até para aqueles que raciocinavam um pouco mais
devagar.
Isso só
confirmava o que declara um certo versículo bíblico, que eu citei bastante
durante a palestra:
“Por
falta de conhecimento, o povo se destrói” (Oséias 4.6).
“Por
falta de conhecimento, o povo se lasca” (versão nordestina).
Bem, o
documento mostrado na reunião é uma boa ferramenta para se apresentar o Bolsa
Família para aqueles que pensam que sabem como esse programa funciona, mas desconhecem
os seus problemas, e adoram acusar quem não tem nada a ver.
Como o
documento foi apresentado no começo do ano e de lá pra cá surgiram novos
problemas, atualizei os slides e postei na internet, a quem
interessar possa.
Os dados da
folha de pagamento contidos no documento referem-se aos beneficiários do PBF do
Município de Igarapé Grande, Estado do Maranhão, terra do nosso herói. Caso
alguém queira aproveitar o documento em alguma palestra ou reunião, pode
substituir a parte dos dados da minha cidade pelos dados da sua. Mas os
problemas eu tenho certeza que são os mesmos. Exatamente os mesmos.
O documentário encontra-se em
dois formatos: power point (slides) e pdf. Para acessá-lo, clique no link
abaixo: (LINK ATUALIZADO EM 19/03/2021)
Moacir R. S. Junior – morganne777@hotmail.com –
www.agentezegua.blogspot.com
quarta-feira, 19 de junho de 2013
A ATRAENTE VOZ DO POLÍTICO CORRUPTO... E A ABORRECIDA VOZ DO CIDADÃO HONESTO
Recentemente, uma senhora
me revelou que eu sou a pessoa mais odiada no bairro dela. Muitas pessoas se
intrigaram comigo depois que seu Bolsa Família foi cancelado. Hoje, uma senhora
me disse que, quando estava me ouvindo falar numa rádio, uma outra senhora se
aproximou e disse que não perdia o tempo dela ouvindo ladrão.
Bem, alegria, alegria! Faça como eu: Sorria!
Bem, alegria, alegria! Faça como eu: Sorria!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
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