quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O DIA EM QUE A PROMOTORA ENCAROU DONA PRISSIGA E SUA TURMA
Fevereiro de 2012, em uma cidadezinha no interior do Maranhão.
- Ladrões!!!
- Isso não vai ficar assim!
- Vamos na promotoria!
- Só fazem isso com a gente porque somos pobres!
- Enganadores!
- Filhos da %$#@!!!
- Safados! Mentirosos!
A multidão se aglomera diante de um pequeno prédio, diante de uma porta fechada, com um letreiro acima, dentro de um retângulo amarelo, escrito em verde: BOLSA FAMÍLIA.
Alguém entre a multidão ameaça derrubar a porta. Uma senhora se aproxima e tenta acalmar os ânimos.
- Gente, que é isso? As coisas não são como vocês pensam. Estão vendo este cartaz aqui ao lado? Está dizendo que o governo federal prorrogou o prazo para a atualização do Bolsa Família. Agora vai até o final de março. Ninguém está enganando vocês. O sistema está fora do ar e só iremos atender vocês a partir da quarta-feira.
*******
Este inicio de 2012 não tem sido fácil para o nosso herói e sua equipe.
Prestes a sofrer um colapso nervoso, Zégua resolveu tirar uns dias de férias. Como fazia um bom tempo que não tinha esse merecido descanso (pelo menos uns oito anos), resolveu tirar licença de três meses (tudo de acordo com a lei).
Mas o “PERÍODO DO CÃO” no Bolsa Família costuma ser justamente no inicio do ano (bloqueios e cancelamentos de benefícios). Desta vez o governo federal bloqueou 729 mil famílias no Brasil todo. Mas desde o final de 2011 que Zégua e sua equipe trabalham para atualizar todos os dados e evitar que os benefícios sejam cancelados.
Só que a nova versão do programa (que agora é on-line) é tão ruim, que não existem adjetivos adequados no horário nobre que possa descrevê-la (é mais fácil encontrar esses adjetivos em programas proibidos para menores de 18 anos).
Resultado: O governo já foi obrigado a prorrogar o prazo para o encerramento do recadastramento CINCO vezes, desde outubro de 2011!!!
E assim, as férias de nosso herói tem sido, na verdade, FÉRIAS FRUSTRADAS.
Alguns exemplos recentes.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Oi, o rapaz que ajeita cartão do Bolsa Família está em casa?
Nosso herói (que estava tentando tomar café) levanta-se, e vai atender às duas senhoras que estão na porta, com o famigerado cartãozinho amarelo na mão.
- Oi, eu ouvi dizer que o senhor está de férias, mas é que nossos cartões estão bloqueados e a gente está com algumas contas atrasadas.
- Olha, as senhoras tem que levar o cartão até o departamento e mostrar para as meninas que estão trabalhando lá.
- Já fomos lá, mas aquelas “bichas” não sabem resolver nada. A gente foi lá ontem e continua bloqueado. A gente só confia no senhor.
“Ai! Ai! Ai! É hoje!”
- Mas, senhoras, a coisa não é tão rápida assim não. Vocês atualizam o cadastro e aguardam alguns dias.
- Mas disseram que o senhor está desbloqueando todos os cartões na sua casa.
- É mentira de quem disse!
E a conversa prossegue do jeito que vocês estão cansados de ler aqui, com as mulheres acusando nosso herói e sua equipe de não estarem trabalhando direito, etc., etc.
Cinco minutos depois.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Seu Zégua tem umas mulheres chamando o senhor lá fora.
Nosso herói interrompe o trabalho que está fazendo e lá vai outra vez.
Dez minutos depois.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Seu Zégua, tem outras mulheres ali na calçada...
Quinze minutos depois.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Ei, o rapaz que trabalha com o Bolsa Família mora aqui?
Pense numa situação agonizante.
Certo dia, entre sete e sete e meia da manhã.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
Zégua está tomando banho quando ouviu as palmas.
“Essa não! Já tem alguém na minha porta uma hora dessas?”
Domingo, pela manhã, nosso herói tentando fazer umas comprinhas na tradicional feira da cidade, o famoso “shopping dos pobres”.
Entre uma banca e outra, as mesmas perguntas, acusações e propostas indecentes:
- Oi, você é o rapaz que ajeita os cartões do Bolsa Família? Meu filho, faz alguma coisa, estou com as prestações atrasadas, blá! Blá! Blá! Blá!
- Olha, eu já liguei no tal 0800 e eles dizem que o problema é aqui mesmo. A mulher me disse que você é que não está trabalhando direito.
- Ei, faz favor – abaixa a voz e completa – se você desbloquear meu cartão, tenho uma coisa lá em casa pra você. Estou criando um frango...
Uma mulher jovem olha nos olhos do nosso herói e promete:
- Dá um jeito no meu cartão que depois a gente se acerta.
“Jesus! O que eu tenho que ouvir?”
*******
29 de fevereiro de 2012. Quarta-feira. Entre oito e oito e meia.
Novamente a multidão aglomerada diante do departamento do Bolsa Família, ameaçando “soltar os cachorros” sobre todo mundo se seus benefícios não forem logo desbloqueados.
Nosso herói aproxima-se da multidão para ver se consegue dispersá-la apenas com uma conversa.
Ele tenta explicar que o problema é no Brasil inteiro, que o sistema está muito lento e muitas vezes fica fora do ar, que ninguém está cancelando o beneficio de ninguém, etc. MAS PARECE QUE TODOS ESTÃO SEM ALMA, SEM MENTE, COMO ZUMBIS ANSIOSOS PARA DEVORAREM O QUE ENCONTRAREM PELA FRENTE.
Diante da grande pressão (e acusações pesadas contra o nosso herói e sua equipe) a Secretária de Assistência Social corre até a promotoria (que fica a poucos metros dali), e clama desesperada:
- Doutora, pelo amor de Deus, ajude a gente!!!
Em questão de minutos, a promotora está lá, diante de todos, cercada pela multidão enfurecida, “sedenta de sangue”.
Os exaltados se calam. Todos ficam atentos enquanto a excelentíssima explica para os “cabeças de vento” a realidade sobre o que estava acontecendo.
Usando quase as mesmas palavras que o nosso herói tinha recitado há poucos minutos, a digníssima MULHER DA LEI explica as razões dos bloqueios dos benefícios, as dificuldades geradas pelo novo sistema e que o que podia se fazer para resolver os problemas, estava sendo feito.
Também advertiu a todos a respeito das acusações e xingamentos que estavam sendo lançados contra Zégua e sua equipe.
Bem, foi o clássico banho de água fria. Pouco a pouco a poeira foi baixando.
Mas o clima de filme de terror continua. E continuará enquanto os responsáveis pelo Programa não assumirem suas falhas e ficarem lançando todas as responsabilidades sobre os municípios, sobre as costas dos “zéguas” espalhados por esse “brasilzão” afora.
Continuará até que o governo federal deixe de dar peixes para o povo e resolva dar anzol, isca, aulas de pescaria, e rios onde todos possam pescar.
- Ladrões!!!
- Isso não vai ficar assim!
- Vamos na promotoria!
- Só fazem isso com a gente porque somos pobres!
- Enganadores!
- Filhos da %$#@!!!
- Safados! Mentirosos!
A multidão se aglomera diante de um pequeno prédio, diante de uma porta fechada, com um letreiro acima, dentro de um retângulo amarelo, escrito em verde: BOLSA FAMÍLIA.
Alguém entre a multidão ameaça derrubar a porta. Uma senhora se aproxima e tenta acalmar os ânimos.
- Gente, que é isso? As coisas não são como vocês pensam. Estão vendo este cartaz aqui ao lado? Está dizendo que o governo federal prorrogou o prazo para a atualização do Bolsa Família. Agora vai até o final de março. Ninguém está enganando vocês. O sistema está fora do ar e só iremos atender vocês a partir da quarta-feira.
*******
Este inicio de 2012 não tem sido fácil para o nosso herói e sua equipe.
Prestes a sofrer um colapso nervoso, Zégua resolveu tirar uns dias de férias. Como fazia um bom tempo que não tinha esse merecido descanso (pelo menos uns oito anos), resolveu tirar licença de três meses (tudo de acordo com a lei).
Mas o “PERÍODO DO CÃO” no Bolsa Família costuma ser justamente no inicio do ano (bloqueios e cancelamentos de benefícios). Desta vez o governo federal bloqueou 729 mil famílias no Brasil todo. Mas desde o final de 2011 que Zégua e sua equipe trabalham para atualizar todos os dados e evitar que os benefícios sejam cancelados.
Só que a nova versão do programa (que agora é on-line) é tão ruim, que não existem adjetivos adequados no horário nobre que possa descrevê-la (é mais fácil encontrar esses adjetivos em programas proibidos para menores de 18 anos).
Resultado: O governo já foi obrigado a prorrogar o prazo para o encerramento do recadastramento CINCO vezes, desde outubro de 2011!!!
E assim, as férias de nosso herói tem sido, na verdade, FÉRIAS FRUSTRADAS.
Alguns exemplos recentes.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Oi, o rapaz que ajeita cartão do Bolsa Família está em casa?
Nosso herói (que estava tentando tomar café) levanta-se, e vai atender às duas senhoras que estão na porta, com o famigerado cartãozinho amarelo na mão.
- Oi, eu ouvi dizer que o senhor está de férias, mas é que nossos cartões estão bloqueados e a gente está com algumas contas atrasadas.
- Olha, as senhoras tem que levar o cartão até o departamento e mostrar para as meninas que estão trabalhando lá.
- Já fomos lá, mas aquelas “bichas” não sabem resolver nada. A gente foi lá ontem e continua bloqueado. A gente só confia no senhor.
“Ai! Ai! Ai! É hoje!”
- Mas, senhoras, a coisa não é tão rápida assim não. Vocês atualizam o cadastro e aguardam alguns dias.
- Mas disseram que o senhor está desbloqueando todos os cartões na sua casa.
- É mentira de quem disse!
E a conversa prossegue do jeito que vocês estão cansados de ler aqui, com as mulheres acusando nosso herói e sua equipe de não estarem trabalhando direito, etc., etc.
Cinco minutos depois.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Seu Zégua tem umas mulheres chamando o senhor lá fora.
Nosso herói interrompe o trabalho que está fazendo e lá vai outra vez.
Dez minutos depois.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Seu Zégua, tem outras mulheres ali na calçada...
Quinze minutos depois.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
- Ei, o rapaz que trabalha com o Bolsa Família mora aqui?
Pense numa situação agonizante.
Certo dia, entre sete e sete e meia da manhã.
CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!!
Zégua está tomando banho quando ouviu as palmas.
“Essa não! Já tem alguém na minha porta uma hora dessas?”
Domingo, pela manhã, nosso herói tentando fazer umas comprinhas na tradicional feira da cidade, o famoso “shopping dos pobres”.
Entre uma banca e outra, as mesmas perguntas, acusações e propostas indecentes:
- Oi, você é o rapaz que ajeita os cartões do Bolsa Família? Meu filho, faz alguma coisa, estou com as prestações atrasadas, blá! Blá! Blá! Blá!
- Olha, eu já liguei no tal 0800 e eles dizem que o problema é aqui mesmo. A mulher me disse que você é que não está trabalhando direito.
- Ei, faz favor – abaixa a voz e completa – se você desbloquear meu cartão, tenho uma coisa lá em casa pra você. Estou criando um frango...
Uma mulher jovem olha nos olhos do nosso herói e promete:
- Dá um jeito no meu cartão que depois a gente se acerta.
“Jesus! O que eu tenho que ouvir?”
*******
29 de fevereiro de 2012. Quarta-feira. Entre oito e oito e meia.
Novamente a multidão aglomerada diante do departamento do Bolsa Família, ameaçando “soltar os cachorros” sobre todo mundo se seus benefícios não forem logo desbloqueados.
Nosso herói aproxima-se da multidão para ver se consegue dispersá-la apenas com uma conversa.
Ele tenta explicar que o problema é no Brasil inteiro, que o sistema está muito lento e muitas vezes fica fora do ar, que ninguém está cancelando o beneficio de ninguém, etc. MAS PARECE QUE TODOS ESTÃO SEM ALMA, SEM MENTE, COMO ZUMBIS ANSIOSOS PARA DEVORAREM O QUE ENCONTRAREM PELA FRENTE.
Diante da grande pressão (e acusações pesadas contra o nosso herói e sua equipe) a Secretária de Assistência Social corre até a promotoria (que fica a poucos metros dali), e clama desesperada:
- Doutora, pelo amor de Deus, ajude a gente!!!
Em questão de minutos, a promotora está lá, diante de todos, cercada pela multidão enfurecida, “sedenta de sangue”.
Os exaltados se calam. Todos ficam atentos enquanto a excelentíssima explica para os “cabeças de vento” a realidade sobre o que estava acontecendo.
Usando quase as mesmas palavras que o nosso herói tinha recitado há poucos minutos, a digníssima MULHER DA LEI explica as razões dos bloqueios dos benefícios, as dificuldades geradas pelo novo sistema e que o que podia se fazer para resolver os problemas, estava sendo feito.
Também advertiu a todos a respeito das acusações e xingamentos que estavam sendo lançados contra Zégua e sua equipe.
Bem, foi o clássico banho de água fria. Pouco a pouco a poeira foi baixando.
Mas o clima de filme de terror continua. E continuará enquanto os responsáveis pelo Programa não assumirem suas falhas e ficarem lançando todas as responsabilidades sobre os municípios, sobre as costas dos “zéguas” espalhados por esse “brasilzão” afora.
Continuará até que o governo federal deixe de dar peixes para o povo e resolva dar anzol, isca, aulas de pescaria, e rios onde todos possam pescar.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
NOTÍCIAS BOAS, RUINS E PÉSSIMAS... É A VIDA, MEU FILHO.
- Zégua, quer ouvir uma notícia BOA? Este mês chegarão 50 cartões do Bolsa Família para as famílias da nossa cidade. Imagine! 50 novas famílias vão começar a receber o Bolsa Família a partir desse mês.
- E você quer ouvir uma notícia RUIM? Este mês 50 famílias tiveram o beneficio cancelado.
- Oxente! Então,...
- Com uma mão o governo dá, com a outra tira...
Uma “colégua” entra quase correndo:
- Quer ouvir uma notícia PÉSSIMA, Zégua? Tem umas 50 senhoras lá fora querendo falar urgentemente com você.
- E você quer ouvir uma notícia RUIM? Este mês 50 famílias tiveram o beneficio cancelado.
- Oxente! Então,...
- Com uma mão o governo dá, com a outra tira...
Uma “colégua” entra quase correndo:
- Quer ouvir uma notícia PÉSSIMA, Zégua? Tem umas 50 senhoras lá fora querendo falar urgentemente com você.
VOCÊ GOSTA DE SER ENGANADO?
10 de novembro de 2011. O tempo está nublado hoje, parece que vai chover.
A primeira visita do dia. Duas mulheres adentram a sala. Uma das mulheres é uma velha conhecida do nosso herói. A outra, que veio apenas como porta-voz da primeira, sentou-se e perguntou:
- VOCÊ GOSTA DE SER ENGANADO?
Nosso herói gelou, ao ouvir essa pergunta. Era fácil prever a tempestade que estava chegando. Estava mais do que claro que a individua estava ali no ponto de briga.
- VOCÊ GOSTA DE SER ENGANADO?
O tom da pergunta era sombrio, acusador, satânico.
- Não – respondeu Zégua – ninguém gosta de ser enganado.
Pronto! Aí a mulher ficou possessa. Disparou uma série de acusações, insinuações, etc., as mesmas acusações que nosso herói está cansado de ouvir quase todos os dias. E, se ela estava endemoninhada, sabe quem é o diabo da história?
Exatamente. Nosso velho amigo “0800 Bolsa Família”. Observem um trecho da conversa:
- Eu liguei para Brasília e me disseram que vocês nunca mandaram o cadastro dessa pobre pra lá.
Sempre que Zégua escuta uma asneira dessa ainda nutre um pingo de esperança de que a pessoa está mentindo, que nunca ligou para o 0800 e que o pessoal lá nunca disse a besteira narrada acima.
Mas, infelizmente, outros colegas de Zégua, espalhado por esse Brasil, são testemunhas das mesmas acusações.
- LIGUEI PARA O 0800 E ME DISSERAM QUE VOCÊS NUNCA MANDARAM O MEU CADASTRO PRA LÁ.
Até quando escutaremos essas asneiras?
Nosso herói cada vez mais chateado diante das pesadas acusações, e a mulher disparando loucamente:
- Essa pobre está com três anos sofrendo, tentando descancelar seu cartão, mas vocês ficam enganando, enganando, enganando...
Pense como é emocionante quando seu café da manhã é recheado com essa descarga psicológica negativa.
O engraçado de tudo é que a mulher estava acusando o nosso herói de NUNCA ter enviado o cadastro da mulher para Brasília e a mulher o tempo todo com o cartão na mão.
Quando Zégua apontou a contradição, ela mudou a conversa e disse que a mulher foi cadastrada, mas depois seu cadastro foi cancelado. E continuou com as acusações.
Esta semana o Cão tirou para infernizar nosso amigo Zégua, pois ontem (09 de novembro), uma outra mulher, possessa, disparou acusações parecidas e outras mais contra o nosso herói.
Até quando?
Mas, segundo uns boatos estranhos, que se escutam aqui e ali, soprando entre as montanhas e vales, nosso herói está com os dias contados.
A primeira visita do dia. Duas mulheres adentram a sala. Uma das mulheres é uma velha conhecida do nosso herói. A outra, que veio apenas como porta-voz da primeira, sentou-se e perguntou:
- VOCÊ GOSTA DE SER ENGANADO?
Nosso herói gelou, ao ouvir essa pergunta. Era fácil prever a tempestade que estava chegando. Estava mais do que claro que a individua estava ali no ponto de briga.
- VOCÊ GOSTA DE SER ENGANADO?
O tom da pergunta era sombrio, acusador, satânico.
- Não – respondeu Zégua – ninguém gosta de ser enganado.
Pronto! Aí a mulher ficou possessa. Disparou uma série de acusações, insinuações, etc., as mesmas acusações que nosso herói está cansado de ouvir quase todos os dias. E, se ela estava endemoninhada, sabe quem é o diabo da história?
Exatamente. Nosso velho amigo “0800 Bolsa Família”. Observem um trecho da conversa:
- Eu liguei para Brasília e me disseram que vocês nunca mandaram o cadastro dessa pobre pra lá.
Sempre que Zégua escuta uma asneira dessa ainda nutre um pingo de esperança de que a pessoa está mentindo, que nunca ligou para o 0800 e que o pessoal lá nunca disse a besteira narrada acima.
Mas, infelizmente, outros colegas de Zégua, espalhado por esse Brasil, são testemunhas das mesmas acusações.
- LIGUEI PARA O 0800 E ME DISSERAM QUE VOCÊS NUNCA MANDARAM O MEU CADASTRO PRA LÁ.
Até quando escutaremos essas asneiras?
Nosso herói cada vez mais chateado diante das pesadas acusações, e a mulher disparando loucamente:
- Essa pobre está com três anos sofrendo, tentando descancelar seu cartão, mas vocês ficam enganando, enganando, enganando...
Pense como é emocionante quando seu café da manhã é recheado com essa descarga psicológica negativa.
O engraçado de tudo é que a mulher estava acusando o nosso herói de NUNCA ter enviado o cadastro da mulher para Brasília e a mulher o tempo todo com o cartão na mão.
Quando Zégua apontou a contradição, ela mudou a conversa e disse que a mulher foi cadastrada, mas depois seu cadastro foi cancelado. E continuou com as acusações.
Esta semana o Cão tirou para infernizar nosso amigo Zégua, pois ontem (09 de novembro), uma outra mulher, possessa, disparou acusações parecidas e outras mais contra o nosso herói.
Até quando?
Mas, segundo uns boatos estranhos, que se escutam aqui e ali, soprando entre as montanhas e vales, nosso herói está com os dias contados.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
0800 BOLSA FAMÍLIA – DESPERTANDO O “INCRÍVEL HULK” QUE HÁ DENTRO DE NÓS
Você acordou bem cedo.
O gás acabou.
O filho mais novo tá doente.
O filho mais velho precisa de um caderno novo.
A mulher pede dinheiro pra comprar arroz e feijão.
O cara da loja “Laskando os outros” tá batendo na sua porta.
São três prestações atrasadas.
Você vai ter que devolver sua televisão de 14 polegadas.
Não tem água gelada em casa, porque faz uma semana que cortaram a sua energia elétrica.
Faz um mês que não arranja serviço.
Mas hoje é o dia.
Hoje é o dia abençoado, o dia em que você retira seu dinheirinho do Bolsa Família.
Sabe que não vai dar pra pagar todas as contas.
Mas vai dar pra “maneirar” um pouco.
Pega o cartãozinho e corre pra Casa Lotérica.
A fila tá grande.
O sol tá brabo hoje.
Você passa meia hora, em pé, sem ter onde se encostar, o suor manchando sua roupa.
Tá com fome. Não tomou café hoje. A coisa tá feia.
Finalmente, aproxima-se sua vez.
Sorri para o caixa. Passa o cartãozinho.
O caixa faz cara feia e informa que seu cartão tá bloqueado.
Diz pra você ligar para um “numerozinho” que tem atrás do cartão.
Você corre para o orelhão.
Tenta cinco vezes.
Ocupado. Ocupado. Ocupado.
Mas você não pode desistir. Precisa desse dinheiro.
Tenta mais cinco vezes.
Ufa! Depois de dez vezes deu certo.
A voz do outro lado é simpática.
Quando você informa o problema, a voz meiga e gentil manda você procurar o Departamento do Bolsa Família.
Tem que procurar um tal de Zégua.
A voz meiga e gentil diz ainda que quem bloqueou seu cartão foi esse infeliz chamado Zégua.
Você sai muito zangado.
Não é possível! Tanto sofrimento devido a ação de um único “cabra da peste”.
Isso não pode ficar assim.
Você entra de “supetão”, soltando fogo pelas “ventas”.
Encara o inimigo.
Pergunta pra ele, na cara, porque o moleque bloqueou seu cartão.
E o “disgramado” ainda é “saliente”.
Quer botar a culpa nos outros.
Diz com a cara mais limpa do mundo que ele não bloqueou o seu cartão, que ele jamais iria fazer uma coisa dessa com um homem como o senhor.
Mas que sacana! Diz que um tal de sistema é que bloqueou seu cartão.
Você o ameaça dizendo que, ou ele libera logo o dinheiro ou você vai na justiça.
Ele tenta enrolar você.
Diz que tudo que pode fazer é uma tal de ATUALIZAÇÃO.
E diz ainda – que atrevido! – que o cartão foi bloqueado porque você não está mandando os filhos pra escola.
O que é que ele quer com sua vida? Os filhos são seus e quem manda neles é você. Se você não quiser que eles vão pra escola, eles não vão. Ora essa! Quem manda na sua família é você.
Você sai, zangado, prometendo tomar providências.
Sorte do Zégua que você esqueceu a “peixeira” em casa.
O gás acabou.
O filho mais novo tá doente.
O filho mais velho precisa de um caderno novo.
A mulher pede dinheiro pra comprar arroz e feijão.
O cara da loja “Laskando os outros” tá batendo na sua porta.
São três prestações atrasadas.
Você vai ter que devolver sua televisão de 14 polegadas.
Não tem água gelada em casa, porque faz uma semana que cortaram a sua energia elétrica.
Faz um mês que não arranja serviço.
Mas hoje é o dia.
Hoje é o dia abençoado, o dia em que você retira seu dinheirinho do Bolsa Família.
Sabe que não vai dar pra pagar todas as contas.
Mas vai dar pra “maneirar” um pouco.
Pega o cartãozinho e corre pra Casa Lotérica.
A fila tá grande.
O sol tá brabo hoje.
Você passa meia hora, em pé, sem ter onde se encostar, o suor manchando sua roupa.
Tá com fome. Não tomou café hoje. A coisa tá feia.
Finalmente, aproxima-se sua vez.
Sorri para o caixa. Passa o cartãozinho.
O caixa faz cara feia e informa que seu cartão tá bloqueado.
Diz pra você ligar para um “numerozinho” que tem atrás do cartão.
Você corre para o orelhão.
Tenta cinco vezes.
Ocupado. Ocupado. Ocupado.
Mas você não pode desistir. Precisa desse dinheiro.
Tenta mais cinco vezes.
Ufa! Depois de dez vezes deu certo.
A voz do outro lado é simpática.
Quando você informa o problema, a voz meiga e gentil manda você procurar o Departamento do Bolsa Família.
Tem que procurar um tal de Zégua.
A voz meiga e gentil diz ainda que quem bloqueou seu cartão foi esse infeliz chamado Zégua.
Você sai muito zangado.
Não é possível! Tanto sofrimento devido a ação de um único “cabra da peste”.
Isso não pode ficar assim.
Você entra de “supetão”, soltando fogo pelas “ventas”.
Encara o inimigo.
Pergunta pra ele, na cara, porque o moleque bloqueou seu cartão.
E o “disgramado” ainda é “saliente”.
Quer botar a culpa nos outros.
Diz com a cara mais limpa do mundo que ele não bloqueou o seu cartão, que ele jamais iria fazer uma coisa dessa com um homem como o senhor.
Mas que sacana! Diz que um tal de sistema é que bloqueou seu cartão.
Você o ameaça dizendo que, ou ele libera logo o dinheiro ou você vai na justiça.
Ele tenta enrolar você.
Diz que tudo que pode fazer é uma tal de ATUALIZAÇÃO.
E diz ainda – que atrevido! – que o cartão foi bloqueado porque você não está mandando os filhos pra escola.
O que é que ele quer com sua vida? Os filhos são seus e quem manda neles é você. Se você não quiser que eles vão pra escola, eles não vão. Ora essa! Quem manda na sua família é você.
Você sai, zangado, prometendo tomar providências.
Sorte do Zégua que você esqueceu a “peixeira” em casa.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
FRASE DO DIA... ESPERO QUE ESSE DIA NÃO SE REPITA
28 de setembro de 2011, 9 horas e 25 minutos.
Todo mundo no Departamento do Bolsa Família tentando atualizar os cadastros na Nova Versão (quem já a viu sente saudades da versão antiga). Toda concentração é pouca.
Então, uma senhora entra na sala, pedindo informações, querendo saber se o seu cartão já veio. Ao receber uma resposta negativa, perde o controle e começa gritar, fazendo ameaças. De todas as asneiras que ela disse, a frase que acabou com o nosso dia foi:
- VOU DAR O PRAZO DE UM MÊS! SE MEU CARTÃO NÃO VIER DENTRO DE UM MÊS, EU VOU NA JUSTIÇA!!!
- VÁ AGORA MESMO E ME LEVE COMO TESTEMUNHA! - Disse Zégua, indignado com a pressão psicológica.
Todo mundo no Departamento do Bolsa Família tentando atualizar os cadastros na Nova Versão (quem já a viu sente saudades da versão antiga). Toda concentração é pouca.
Então, uma senhora entra na sala, pedindo informações, querendo saber se o seu cartão já veio. Ao receber uma resposta negativa, perde o controle e começa gritar, fazendo ameaças. De todas as asneiras que ela disse, a frase que acabou com o nosso dia foi:
- VOU DAR O PRAZO DE UM MÊS! SE MEU CARTÃO NÃO VIER DENTRO DE UM MÊS, EU VOU NA JUSTIÇA!!!
- VÁ AGORA MESMO E ME LEVE COMO TESTEMUNHA! - Disse Zégua, indignado com a pressão psicológica.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
E A REPUTAÇÃO DO ZÉGUA FOI PARA O LIXO...
O grande paradoxo no Departamento do Bolsa Família é:
- As pessoas, na maioria dos casos, MENTEM, ao informarem seus dados (especialmente no que se refere a renda) e QUEREM que nós acreditemos nelas.
- Por outro lado, os pobres Zéguas falam a VERDADE (ao informarem os problemas no sistema), e as pessoas NÃO QUEREM acreditar.
A mentira já faz parte da nossa cultura, e não está restrita a um grupo específico (tipo político). Se a mentira possui alguma virtude, é a seguinte: Ela NÃO É PRECONCEITUOSA. Entra no coração de qualquer tipo de gente, cabendo a pessoa aceitar ou não.
E, para levar algum tipo de vantagem, popularmente conhecida como “jeitinho brasileiro”, as pessoas mentem descaradamente, sem se importar com as conseqüências.
Nesse jogo de verdades e mentiras, a bola sempre acerta na cabeça do nosso herói.
São tantas coisas, tantas explicações que somos obrigados a dar às pessoas que, sinceramente, eu no lugar delas, também não acreditaria em nosso amigo Zégua. Vejamos um exemplo, inspirados em fatos recentes.
- Bom dia, dá pra resolver o meu problema hoje? – O tom de voz da mulher já veio ameaçador.
- Bem, senhora, é que... – Zégua fala, meio sem graça, constrangido, olhando de um lado para o outro, como se procurasse as palavras certas, sabendo que, ele no lugar dela, também não acreditaria nele.
- Olha, senhora, é que...
- Qual é a desculpa dessa vez?!!! – A senhora explode – Um mês atrás você disse que a internet estava fora do ar. Uma semana depois me disse que o sistema estava fora do ar. Três semanas atrás disse que tinham cortado a energia de vocês. Agora que a energia voltou, qual sua desculpa?
- A senhora pode até não acreditar... aliás, se fosse eu no lugar da senhora, também não acreditaria, mas... o fato é que... é que, nesta semana, houve uma mudança em nosso sistema. A Caixa mudou o sistema, agora temos uma nova versão do programa, e só estamos aguardando a Caixa liberar o nosso acesso a...
- TODO DIA VOCÊS TÊM UMA DESCULPA DIFERENTE! NÃO AGUENTO MAIS! NÃO QUERO MAIS SABER! BANDO DE MENTIROSOS!!!
(Se houvesse uma porta na sala do nosso herói ela tinha chutado com força, e se tivesse armada... não quero nem pensar).
- As pessoas, na maioria dos casos, MENTEM, ao informarem seus dados (especialmente no que se refere a renda) e QUEREM que nós acreditemos nelas.
- Por outro lado, os pobres Zéguas falam a VERDADE (ao informarem os problemas no sistema), e as pessoas NÃO QUEREM acreditar.
A mentira já faz parte da nossa cultura, e não está restrita a um grupo específico (tipo político). Se a mentira possui alguma virtude, é a seguinte: Ela NÃO É PRECONCEITUOSA. Entra no coração de qualquer tipo de gente, cabendo a pessoa aceitar ou não.
E, para levar algum tipo de vantagem, popularmente conhecida como “jeitinho brasileiro”, as pessoas mentem descaradamente, sem se importar com as conseqüências.
Nesse jogo de verdades e mentiras, a bola sempre acerta na cabeça do nosso herói.
São tantas coisas, tantas explicações que somos obrigados a dar às pessoas que, sinceramente, eu no lugar delas, também não acreditaria em nosso amigo Zégua. Vejamos um exemplo, inspirados em fatos recentes.
- Bom dia, dá pra resolver o meu problema hoje? – O tom de voz da mulher já veio ameaçador.
- Bem, senhora, é que... – Zégua fala, meio sem graça, constrangido, olhando de um lado para o outro, como se procurasse as palavras certas, sabendo que, ele no lugar dela, também não acreditaria nele.
- Olha, senhora, é que...
- Qual é a desculpa dessa vez?!!! – A senhora explode – Um mês atrás você disse que a internet estava fora do ar. Uma semana depois me disse que o sistema estava fora do ar. Três semanas atrás disse que tinham cortado a energia de vocês. Agora que a energia voltou, qual sua desculpa?
- A senhora pode até não acreditar... aliás, se fosse eu no lugar da senhora, também não acreditaria, mas... o fato é que... é que, nesta semana, houve uma mudança em nosso sistema. A Caixa mudou o sistema, agora temos uma nova versão do programa, e só estamos aguardando a Caixa liberar o nosso acesso a...
- TODO DIA VOCÊS TÊM UMA DESCULPA DIFERENTE! NÃO AGUENTO MAIS! NÃO QUERO MAIS SABER! BANDO DE MENTIROSOS!!!
(Se houvesse uma porta na sala do nosso herói ela tinha chutado com força, e se tivesse armada... não quero nem pensar).
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
ZÉGUA E A NOVA VERSÃO DO CAD-ÚNICO OU: DESGRAÇA POUCA É BOBAGEM
Nas três semanas em que o Departamento do nosso herói ficou sem energia, aconteceu o que já esperávamos a muito tempo... com a mesma expectativa com que os californianos aguardam o “BIG ONE”, ou seja, o lendário terremoto que poderá acabar com tudo.
- Bom dia, gostaria de atualizar meu cadastro.
- Bem... a senhora está vendo tudo escuro aqui?
- Tô.
- Tá vendo a gente sentado batendo papo em pleno horário de trabalho?
- Tô.
- Tá vendo os computadores desligados?
- Tô.
- Pois é. Isto significa que...
- Vocês estão sem energia.
- Muito bem. A senhora acabou de ganhar nota 10.
Ela sorriu, incrédula. “matutou” um pouquinho e perguntou:
- E ... será que a energia volta logo?
- Logo como? Hoje?
- Sim.
- É possível, já que está com quase três semanas que foi embora.
- Vixe Maria!
Três semanas depois. Parte da energia está de volta. Por que parte? Bem, isso é outra história (que não irei contar aqui – pelo menos por enquanto).
Com muita coisa pra fazer, cadastro pra atualizar, problemas pra resolver, nosso herói e sua equipe ligam os computadores, ansiosos e preocupados.
Antes da “grande escuridão cair sobre a terra”, nosso herói tinha enviado 72 cadastros para serem processados, usando ainda o antigo sistema CONECTIVIDADE.
Ao acessar o Conectividade, para saber se os cadastros enviados já estavam processados, eis a desgraçada surpresa: TODOS OS 72 CADASTROS REJEITADOS.
Longe de imaginar o que teria acontecido, nosso herói entrou em contado com os “homens lá de cima”, e eles imediatamente responderam que...
DESDE O DIA 20 DE AGOSTO DE 2011, a nova versão (a tão falada versão ON-LINE) foi disponibilizada. Isto significava duas coisas trágicas:
1 – A versão antiga não prestava mais pra nada;
2 – Todos os cadastros atualizados ou criados depois do dia 20 de agosto foi perda de tempo.
E agora?
- Bom dia, agora que a energia voltou, vocês podem atualizar meu cadastro.
“Ai! Ai! Ai! Qualquer coisa que eu diga ela não irá acreditar... nem eu mesmo acreditaria se estivesse no lugar dela”, refletiu o nosso herói.
- Senhora, é que... é que agora temos um novo problema. Pode não acreditar, mas houve uma mudança no sistema, enquanto estávamos sem energia, e agora precisamos ajeitar algumas coisas antes de começar a tentar resolver os casos de vocês.
Diante dessa resposta, passamos a enfrentar, diariamente, dois tipos de pessoas:
Tipo 1 – O Cabeça fria
- Ah, então que dia eu passo aqui de novo?
Tipo 2 – O “fogo com dinamite”
- O quê?!!!! Todo dia é uma desculpa diferente! Vocês deviam ter vergonha! Vou denunciar vocês! Isso já virou molecagem!
E, enquanto nosso herói e sua equipe tentam se adaptar à nova versão, a pressão continua aumentando, de todos os lados.
E, nessa altura do campeonato, a reputação do nosso herói foi pro lixo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
ZÉGUA, NO OLHO DO FURACÃO
Antes da crise energética contada anteriormente...
Imagine só! Quase 100 novos benefícios foram liberados recentemente na cidade de nosso herói. Foi um grande frenesi. Gente correndo de um lado para o outro, querendo ver a tal lista com os nomes.
E o nosso herói viu-se novamente no olho do furacão.
- Ouvi dizer que chegaram os cartões de quem não tem.
- Cadê os cartões que tão dizendo que chegaram?
- Ei, será que o meu nome veio?
- O senhor pode olhar se o nome da minha filha veio?
- Dá pra olhar se o nome da minha cunhada veio?
- Por favor, olha aí se esses nomes “veio” (e joga um bocado de documentos sobre a mesa).
Nosso herói e sua equipe tinham a resposta na ponta da língua.
- Calma, gente. Só temos a lista de quem vai receber agora. Os cartões virão pelos Correios.
Bom, apesar de não dizermos quando os cartões chegarão (até porque não sabemos, é claro!), o pessoal começou a correr para a agência dos Correios, estressando os funcionários de lá.
- Ei, cadê os cartões do Bolsa Família?
- Ei, olha se meu nome tá aí.
- Por que é que não entregaram meu cartão ainda?
Coitado dos funcionários.
- Calma, gente. Aqui não tem cartão nenhum.
- Mas o rapaz do Bolsa Família disse que já chegaram!
Ai! Ai! Ai! Como é fácil criar uma tragédia ou provocar uma guerra. Ninguém no departamento do nosso herói disse qualquer coisa no sentido de que os CARTÕES JÁ TIVESSEM CHEGADO, mas...
- Senhora, não tem cartão nenhum aqui – explica o funcionário dos Correios.
- Mas lá no Bolsa Família disseram que os cartões já vieram e vocês é quem vão entregar.
Outros indivíduos chegam no departamento do nosso herói, já vindo da agência dos Correios.
- Lá no Correio não tem cartão nenhum.
- Mas eu disse pra senhora que não sabemos quando os cartões irão chegar.
- E quando vão chegar?
“Jesus! Paciência!”
Bem, depois de uma semana tentando controlar a violenta tempestade, o vento agora é outro.
- Fui na Caixa receber meu dinheiro e só saiu isso. Minha “cumadi” tem o mesmo “tanto” de filhos que eu e recebeu o dobro do dinheiro. Por que? E eu já liguei para o 0800 e eles disseram que o problema é aqui.
- Bom dia, eu queria saber porque o cartão da minha vizinha já veio e o meu não, já que nós “fizemo” no mesmo dia.
- Você é o rapaz que mexe com cartão? Na minha rua veio de todo mundo, menos o meu. Será que vocês mandaram mesmo meu cadastro pra Brasília?
- Bom dia, eu quero ver aí no computador de vocês se meu nome tá aí mesmo. Acho que vocês não mandaram meu cadastro pra Brasília.
- Eu tenho quatro filhos. Só veio o dinheiro de dois. Por quê?
Bem, agora, acreditem ou não, enquanto nosso herói tentava sobreviver no meio dessa tempestade de reclamações, um sujeitinho entrou na sala e disse:
- BOM DIA. VIEMOS CORTAR A ENERGIA DE VOCÊS.
Bem, essa história eu já contei anteriormente. Quem não leu, procure ler o texto: “O DIA EM QUE NOSSA ENERGIA ELÉTRICA SAIU DE FÉRIAS”.
Acha que isso é ficção? Venha aqui passar um dia com a gente. Mas não nos responsabilizamos pelo estresse que irá acometer você.
Imagine só! Quase 100 novos benefícios foram liberados recentemente na cidade de nosso herói. Foi um grande frenesi. Gente correndo de um lado para o outro, querendo ver a tal lista com os nomes.
E o nosso herói viu-se novamente no olho do furacão.
- Ouvi dizer que chegaram os cartões de quem não tem.
- Cadê os cartões que tão dizendo que chegaram?
- Ei, será que o meu nome veio?
- O senhor pode olhar se o nome da minha filha veio?
- Dá pra olhar se o nome da minha cunhada veio?
- Por favor, olha aí se esses nomes “veio” (e joga um bocado de documentos sobre a mesa).
Nosso herói e sua equipe tinham a resposta na ponta da língua.
- Calma, gente. Só temos a lista de quem vai receber agora. Os cartões virão pelos Correios.
Bom, apesar de não dizermos quando os cartões chegarão (até porque não sabemos, é claro!), o pessoal começou a correr para a agência dos Correios, estressando os funcionários de lá.
- Ei, cadê os cartões do Bolsa Família?
- Ei, olha se meu nome tá aí.
- Por que é que não entregaram meu cartão ainda?
Coitado dos funcionários.
- Calma, gente. Aqui não tem cartão nenhum.
- Mas o rapaz do Bolsa Família disse que já chegaram!
Ai! Ai! Ai! Como é fácil criar uma tragédia ou provocar uma guerra. Ninguém no departamento do nosso herói disse qualquer coisa no sentido de que os CARTÕES JÁ TIVESSEM CHEGADO, mas...
- Senhora, não tem cartão nenhum aqui – explica o funcionário dos Correios.
- Mas lá no Bolsa Família disseram que os cartões já vieram e vocês é quem vão entregar.
Outros indivíduos chegam no departamento do nosso herói, já vindo da agência dos Correios.
- Lá no Correio não tem cartão nenhum.
- Mas eu disse pra senhora que não sabemos quando os cartões irão chegar.
- E quando vão chegar?
“Jesus! Paciência!”
Bem, depois de uma semana tentando controlar a violenta tempestade, o vento agora é outro.
- Fui na Caixa receber meu dinheiro e só saiu isso. Minha “cumadi” tem o mesmo “tanto” de filhos que eu e recebeu o dobro do dinheiro. Por que? E eu já liguei para o 0800 e eles disseram que o problema é aqui.
- Bom dia, eu queria saber porque o cartão da minha vizinha já veio e o meu não, já que nós “fizemo” no mesmo dia.
- Você é o rapaz que mexe com cartão? Na minha rua veio de todo mundo, menos o meu. Será que vocês mandaram mesmo meu cadastro pra Brasília?
- Bom dia, eu quero ver aí no computador de vocês se meu nome tá aí mesmo. Acho que vocês não mandaram meu cadastro pra Brasília.
- Eu tenho quatro filhos. Só veio o dinheiro de dois. Por quê?
Bem, agora, acreditem ou não, enquanto nosso herói tentava sobreviver no meio dessa tempestade de reclamações, um sujeitinho entrou na sala e disse:
- BOM DIA. VIEMOS CORTAR A ENERGIA DE VOCÊS.
Bem, essa história eu já contei anteriormente. Quem não leu, procure ler o texto: “O DIA EM QUE NOSSA ENERGIA ELÉTRICA SAIU DE FÉRIAS”.
Acha que isso é ficção? Venha aqui passar um dia com a gente. Mas não nos responsabilizamos pelo estresse que irá acometer você.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

